A impressão 3D de alimentos deve evoluir significativamente nos próximos anos. No futuro, um dispositivo previamente programado com tecnologia de impressão 3D poderá preparar refeições prontas para consumo, saudáveis e personalizadas às necessidades individuais, ou ainda ser programado remotamente via celular, no escritório ou a caminho de casa.
Além disso, não haverá desperdício de alimentos. Cada porção será fresca e produzida especialmente no momento em que for necessária. Entre as vantagens da impressão 3D de alimentos está a possibilidade de utilizar novos componentes que atualmente não são consumidos ou são pouco populares, como coprodutos agroindustriais.
A impressão 3D oferece uma nova metodologia para produzir alimentos com texturas atraentes por meio da disposição específica de elementos texturizados camada a camada. Outro fator importante no desenvolvimento de alimentos é a bioacessibilidade dos nutrientes, pois uma baixa bioacessibilidade pode anular os benefícios à saúde.
A impressão 3D de alimentos pode aumentar a bioacessibilidade de nutrientes em comparação com métodos tradicionais. Além disso, possibilita a fortificação dos alimentos com nutrientes adicionais, como vitaminas e minerais. No entanto, apesar dos avanços recentes, ainda existem diversos desafios a serem superados.
Este projeto visa estudar a impressão 3D como ferramenta potencial para o desenvolvimento de produtos alimentares personalizados, com níveis de nutrientes adaptados às necessidades dietéticas individuais, e avaliar o impacto dos parâmetros de impressão na bioacessibilidade dos compostos. Algas serão utilizadas na produção de fórmulas imprimíveis.
Com base em uma estratégia de economia circular, coprodutos agroindustriais também serão usados como ingredientes, pois são fontes valiosas de nutrientes, mas visualmente pouco atraentes para consumo. A impressão 3D ajudará a transformar resíduos alimentares em alimentos perfeitamente comestíveis.
O projeto também buscará estudar o potencial de mercado e a sustentabilidade ambiental dos alimentos impressos em 3D, considerando avaliações de stakeholders quanto à qualidade sensorial, valor nutricional e métodos de processamento. Além disso, o objetivo é definir estratégias para agregar valor aos coprodutos agroindustriais que possam ser aplicadas aos produtos finais resultantes do projeto.
